O que estou fazendo com a minha vida? tenho muitas coisas boas e gostosas para curtir, amigos para acompanhar, mulheres para conhecer mais, lugares para conhecer, garrafas para beber, cigarros para fumar, sentidos para presenciar. Enfim, nao entendo como abrimos mao de toda esta riqueza proposta pela vida livre. Tudo isso por ideais no fundo sem sentido e na superficie totalmente distoantes.
Nem tomei banho estes dias, nem pesquisei o lap que queria, nem estudei o que devia, nem transei o quanto esperava. Comi igual a um porco. Tem dias em que o mundo chora e apatico, eu, soh presencio. Um pouco de frio na barriga. Um tanto de frieza nas conducoes.
Desculpe-me a conducao esta mesma. Estou jogando sujo ou limpo demais: somente escrevo, nao vou reler nem uma palavra, talvez depois de postado, amanha, quando um enorme lenco estiver posto sobre a superficie das coisas.
O mais estranho eh que eh bom. Gostoso, talvez glamour, talvez identificacao, talvez alternancia. Acho que alternancia. Eh diferente, nao todo dia eh assim, geralmente o colorido sobressai e as mulheres dancam de maos dadas. Tem dia, mas tem dia... tem dia que o subaco incha, que o estomago fica pendurado pra fora da boca, tem dia que as calhas choram por todos e tem sentimentos. Tem vez que parece melhor recomecar tudo do zero, e, do zero, nao fazer nada.
Ja escrevi isso antes num caderninho velho esquecido. Ele proporcionou muitos momentos bons pois suas folas eram um pouco amarelas, grossas e sem pauta. Eu e um amigo, agora distante, escreviamos nele juntos tambem. Vejo este meu amigo menos do que o caderno, e vejo o caderno muito pouco.
Sinto saudadesde toda a minha familia. Sinto saudades de todos os meus amigos. Sinto saudade de todas as minhas ex e das incontaveis garotas que eu queria ter conhecido melhor. Sinto saudade de agora mesmo enquanto escrevo, que eh passageiro, que morre a cada instante. Foi otimo ter 17 anos e achar que era o mais ba-ba-bam da mesa de bar. Mas nao tenho como negar que aquele momento passou e isso eh como se ele tivesse morrido.
Isso sem falar no Pala e do Mussarela, que `Nao sabiam se estavam onde estavam ou se sabiam se nao estavam, e o choro rolando.`. Isso sem falar da carencia na palavra quase soletrada em voz feminina `bitnik`. Quando falava isso, os olhos ficavam perdidos procurando. Sei, sem base, sem chao, `corre e escorrega, sem alicerce, ou fio`. Te amo. Amo todas as mulheres que tive, talvez muito mais agora do que quando as conhecia.
Devia estar com elas agora, ou ao menos com alguma delas, ou tentando ver se alguma ainda me aceita ao seu lado. Deveria estar com meus amigos, talvez ateh morrendo, nao tem problema, mas passando a vida com eles e elas e minha familia. Que busca insana eh essa que nem sabemos o que queremos mas mesmo assim nos desfazemos de tudo o que eh mais valioso...
Que instinto cruel de procriacao nos leva a tanto. Um dia terminei um texto "... queria nao ser". Acho que eu nao me expressei com exatidao, era um poema. O certo mesmo seria `queria ser parte do que sou. me entristece a parte de mim mesmo que me depreda continuamente". Eh esta mesma parte que tanto depreda, amputa e castra, ela mesma que se mostra a fonte do bom comportamento que conheco. Ela mesma que me faz ficar trancado estudando e nao ser mais um legume na sopa humana que eh a humanidade. Acho que anseio ser um legume doidao, mas me falta coragem.

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